A brevidade da vida

ELVIRA TOVSTIGA

A existência do homem: Pense nisso por um momento. Aqui na Terra, a medida de sua existência é descrita como uma “largura de mão” ou um “vapor”, e a rapidez de seu voo como “mais rápido do que um vaivém de tecelão” ou “como uma história que é contada.” Em sua existência terrena mais longa, a do homem é extremamente curta e, mais cedo ou mais tarde, ele é convocado a deixar para trás seu pequeno e insignificante monte de tesouros — seu dinheiro no banco, seu carro esporte na garagem, seu iate na marina, seus tapetes persas na sala de estar, sua porcelana no armário, seu assento executivo na empresa, e tudo o mais que ele conseguiu durante sua breve existência aqui na terra.

Eis agora, ao entrar nos portais da intemporalidade para uma existência imutável e sem fim nos reinos da eternidade. Eternidade. Oh, pensamento solene! É imensurável, até mesmo insondável! Apesar de sua incalculabilidade, assuma um argumento provocador de pensamento semelhante ao usado por Philip Yancey: Como é totalmente absurdo e contrário à razão, que o homem deveria gastar a maior parte de seu tempo e energia em perseguir, construir e abraçar o terreno, o temporal, o perecível que constitui (em nome do raciocínio humano) apenas 1% de sua existência! Agarrem, se puderem, que os 99% restantes de sua existência ocorram na eternidade! Como pode ser, que ele se prepare tão pouco para sua “longa casa!” Como pode ser que ele não esteja mais preocupado com o fato de que ele está apenas viajando por este mundo (de quantos móveis um viajante precisa?) em um voo probatório rápido?

“Peregrinos, não aprofundem demais suas estacas. Partimos pela manhã.”

“Tesouros no céu são colocados apenas como tesouros na terra são colocados.”

“Isso, porém, vos digo, irmãos: Que o tempo é limitado; resta, pois, que os que têm esposa sejam como se não as tivessem; e os que choram, como se não chorassem; e os que se alegram, como se não se alegrassem; e os que compram, como se não possuíssem;  e os que desfrutam deste mundo, como se não o desfrutassem, porque a aparência deste mundo passa.” 1 Cor. 7:29-31

Share this post

Share on facebook
Share on twitter
Share on email

Deixe um comentário